Crédito: Site Web Cachorros
*Por Dr. Augusto Pegoraro
Feriados por vir… Final de ano chegando… Férias à vista… Malas semiprontas e ele lá abanando seu rabinho todo empolgado para esse dia. Viajar com o seu pet exige cuidados para que o passeio fique registrado por belíssimos e agradáveis momentos. Então, atenção! Aí vão alguns pontos importantes para você planejar a sua viagem com seu pet!
Se a viagem for de ônibus, saiba que o transporte de animais dentro de veículos coletivos nem sempre é permitido, pois as leis variam de acordo com a região (exceto o cão guia, que deve estar com seus documentos em dia e sempre juntos ao dono). De modo geral, apenas os cães de pequeno porte são autorizados a viajar de ônibus, pois seguem estrada dentro da caixa de embarque adequada no banco do ônibus. Por estes motivos, ao programar sua viagem, consulte sempre a empresa de transporte contratada para entender o que será necessário.
Mas, se vocês forem de carro, para o conforto de seu pet, é importante que ele esteja acostumado a passear no veículo. Dessa forma, se não for habito para ele passear de carro, antes da viagem faça alguns passeios curtos, para que ele se acostume com o ambiente e com as sensações (é muita emoção para o cãozinho!). Para segurança de todos, é imprescindível que sempre estejam devidamente acomodados, incluindo o seu cachorro. Existem cadeiras, cintos apropriados ou caixas para cães de pequeno porte, apropriados para acomodar os cães dentro do carro. No caso da caixa, vale deixá-la aberta em casa dias antes da viagem, em local acessível, para que ele se familiarize com o objeto e até sinta vontade de experimentá-lo. Carregá-lo na parte externa do veículo (caçamba), ou ainda com a cabeça para fora da janela, é considerado infração, além de poder inflamar os ouvidos e ressecar a córnea por causa do excesso de vento.

Outros detalhes importantes sobre o transporte no carro: a temperatura, não receber luz direta do sol e boa ventilação; em dias de muito calor, ligue o ar-condicionado. Faça algumas pausas a cada duas ou três horas para que os cachorros possam se movimentar, esticar as patinhas, tomar água e também fazer suas necessidades fisiológicas. Fora do carro, o animal sempre deve estar ao controle do proprietário, por meio da guia.

Em viagens de até 12 horas, não alimente seu pet nas três horas que antecedem e nem durante o trajeto para evitar enjoos, náuseas e vômitos; por isso, ofereça uma quantidade menor de alimento antes da viagem, até para não estimular a defecação. Então, quando chegarem ao destino, o pet poderá ser convidado a terminar a sua refeição já devidamente instalado e pronto para curtição!

Em aviões existe um limite máximo de cargas vivas por voo, por isso reserve com antecedência, junto à companhia aérea, o transporte de seu pet (há sempre diferenciações pequenas de empresa para empresa). Existe um custo adicional cobrado que normalmente é calculado de acordo com o peso do cachorro. O que determina se o cachorro irá viajar junto com o dono, na cabine, ou no compartimento de cargas, é o comprimento e peso da caixa de embarque com o cachorro dentro. Por isso, os aviões modernos possuem um compartimento de carga pressurizados e com a temperatura controlada, assim como as cabines de passageiro.
Para viagens nacionais, é exigida pela ANAC, a carteira de vacinação atualizada, comprovando a vacinação múltipla e antirrábica (essa última é a mais importante). Já no caso de viagens internacionais, é obrigatório ter em mãos o Certificado Zoossanitário Internacional, que é adquirido por meio de consulta com um médico veterinário do Ministério da Agricultura. Os filhotes menores de 3 meses, como ainda não estão com todas as vacinas em dia, precisam de autorização do médico veterinário.
Depois desse check list, divirtam-se! Nada melhor para um pet do que estar na companhia do seu adorável dono e desfrutar da sua atenção e vice-versa!
*O Dr. Augusto Pegoraro é médico veterinário da BioDog, uma empresa de petiscos caninos saudáveis e naturais.